sábado, 17 de março de 2012

O significado do código de barras


O que são códigos de barras:

Aquela estranha sequência de barras pretas e brancas, indecifráveis para a maioria, impressos em  produtos que adquirimos em supermercado representa números codificados, em que o leitor ótico interpreta quando o preto retém a luz e o branco a reflete, capturando assim a sequência e traduzindo o código. As barras são uma representação gráfica do código binário. Cada traço preto ou branco equivale a um bit (1 ou 0, respectivamente) e cada algarismo é sempre representado por sete bits. Uma barra escura mais grossa que as outras é, na verdade, a somatória de vários traços pretos. O mesmo princípio vale para as barras brancas. Essa é a base da tecnologia de automação comercial implantada a quase 30 anos.


Códigos mais comuns no comércio

Os códigos mais comuns no comércio são o EAN 13 e o EAN8.

EAN13 é o código mais usado na identificação de itens comerciais. É composto de 13 dígitos: os 3 primeiros representam o país (o Brasil é 789), os 4 seguintes representam o código da empresa filiada à EAN (European Article Number). Os próximos 5 representam o código do item comercial dentro da empresa. O 13º dígito é o verificador, obtido por meio de cálculo algoritmo. De acordo com a grade de itens da empresa (quantidade), a composição pode ser mudada para que o item comercial tenha de 3 a 6 dígitos, e a empresa tenha 6 a 3. Ou seja, a combinação de código da empresa + código do item deve ter 9 dígitos.

EAN8 é a versão reduzida do EAN13, para embalagens pequenas. Ele não inclui o código da empresa, apenas o do país (3 dígitos), do produto (4 dígitos) e dígito verificador. Como não há o código da empresa, o licenciamento de numerações é integralmente controlado pela EAN, mediante comprovação técnica de necessidade, taxa de licenciamento e anuidade de manutenção, pois há poucos códigos disponíveis por país.

Histórico do código de barras

O primeiro sistema para codificação automática de produtos foi patenteado por Bernard Silver e Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo Drexel Institute of Technology (Instituto de Tecnologia Drexel), atualmente (Drexel University). Eles usaram um padrão de tinta que brilhava debaixo de luz ultravioleta. Esse sistema era caro demais e a tinta não era muito estável. O sistema usado hoje foi descoberto pela IBM, em 1973, e usa leitores criados pela NCR. Esse sistema acabou sendo adotado na Europa três anos depois. Mas, enquanto os americanos usam uma sequência numérica de 12 dígitos, os europeus optaram por um padrão com 13, que é adotado no resto do mundo. Segundo a EAN International, até 1981 poucos dos 21 países filiados à entidade utilizavam efetivamente o código. Em 1985, cerca de 92% das lojas automatizadas em todo o mundo estavam concentradas em somente seis países. No Brasil, o Código Nacional de Produtos, baseado no código EAN,  foi introduzido formalmente em 29 de novembro de 1984.

Estrutura numérica

O código EAN/UPC é um sistema internacional que auxilia na identificação inequívoca de um item a ser vendido, movimentado e armazenado, sendo o EAN-13 o mais conhecido e utilizado mundialmente. A estrutura numérica do código, que geralmente fica abaixo das barras. Tomando-se como exemplo o código 789 40000 1001 4 (código da Maizena), representa as seguintes informações:

Os 3   primeiros dígitos representam o código do país (o prefixo 789 corresponde ao   Brasil);

Os   próximos dígitos, que podem variar de 4 a 7, representam a identificação do   fabricante ou empresa proprietária da marca do produto (no exemplo é 40000 –   cinco dígitos);

Os   dígitos seguintes  representam a identificação do produto, e são   atribuídos pelo fabricante (no exemplo é 1001 - quatro dígitos);

O último   dígito é chamado de dígito verificador, calculado por um algoritmo com base   nos números anteriores, que auxilia na segurança da leitura  (no exemplo   é 4).

No total o código EAN-13 deve ter 13 dígitos. Vale ressaltar que os números da empresa variam de empresa para empresa. Os números que identificam o item variam de item para item e o dígito verificador deve ser recalculado a cada variação na numeração. Existem outros tipos de códigos padrões para diversas aplicações.

Registro nacional

O três primeiros números iniciais (789) indicam que o produto foi cadastrado no Brasil, apesar de não necessariamente ter sido fabricado aqui. É o caso de compramos azeite pensando que é português ou espanhol e, na verdade, pode ser feito ou envazado aqui mesmo.  Confira baixo o código de cada país e fique de olho no código da China.

Código de barras deve ser substituido

Os códigos de barras serão substituídos por um dispositivo baseado   em microchip que armazena dados e se comunica por meio de ondas de rádio   com um aparelho de leitura .


A substituição do popular código de barras, que revolucionou a atividade comercial e se estendeu a inúmeras atividades, é só uma questão de tempo. O que o substituirá é um dispositivo baseado em um microchip que armazena dados e se comunica por meio de ondas de rádio com um aparelho leitor.

A invenção atende pelo nome de Radio Frequency Identification (RFID), que em português significa "Identificação por Radiofreqüência". Dentro de pouco tempo, esta tecnologia será tão familiar quanto o próprio carrinho de supermercado. Além disso, estará presente em uma infinidade de produtos, de pizzas congeladas e refrigerantes a CDs e televisores.A RFID, que está cada vez mais difundida, se caracteriza por um microcircuito eletrônico que armazena informações sobre todos os tipos de objetos, e até de animais. Permite, além disso, a localização destes em poucos segundos, e a transmissão de seus dados a um dispositivo receptor situado a poucos metros ou a vários quilômetros de distância.

Os sistemas RFID começaram sua caminhada durante a II Guerra Mundial, quando os aliados utilizaram aparelhos deste tipo para distinguir seus próprios aviões dos inimigos. Mas a invenção saltou do campo militar para o industrial na década de 90, quando o Massachussets Institute of Technology o aperfeiçoou e elaborou o código com o qual as informações são armazenadas em chips.

A RFID já tem múltiplos usos: é usada tanto para localizar e identificar cabeças de gado ao ar livre como para encontrar livros nas bibliotecas. Mas sua aplicação em massa ocorrerá nas lojas e supermercados, onde os clientes só terão que passar suas compras sob um leitor, o qual, por meio de uma antena, enviará um sinal e ativará os chips dos produtos adquiridos para que enviem as informações armazenadas em seus circuitos. Com esses dados o sistema calculará imediatamente o preço total da compra.

Rótulos transmitem dados por sinal de rádio:
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI552575-EI4803,00.html

Código de barras foi criado par conrolar vagões de trem:
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI552578-EI4803,00.html

Crédito
Jornal dos Amigos
Com a colaboração de Eduardo Sacarpelli, Belo Horizonte-MG

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